
O que leva atletas a estimular a capacidade de seu próprio corpo, suportando situações de extremo desconforto, para provar que são capazes de enfrentar qualquer desafio?
EXISTE LIMITE PARA O DESEJO DO SER HUMANO DE VENCER SEUS PRÓPRIOS LIMITES? Parece que não. Para algumas pessoas, a exaustão física e psicológica é um terreno onde a fronteira avança de acordo com a determinação e perseverança de cada atleta. Não importa se o desafio é dropar uma onda de 20 metros de altura, correr centenas de quilômetros no deserto do Saara sob um calor de mais de 50 ºC, pedalar durante uma semana nos Alpes suíços ou atravessar o canal da Mancha a nado, numa água que não ultrapassa os 15 ºC. O que está em jogo é a batalha mais antiga da história da humanidade - o duelo da nossa mente com o corpo. Uma disputa onde não há vencedor, pois o mais importante não é chegar em primeiro ou segundo lugar. O que vale é a grande experiência de vida, a superação dos limites e a aventura.
Completar uma prova de portes astronômicos ou uma simples corrida até a padaria traz um sentimento de orgulho capaz de levar a um outro desafio, que leva a outro e outro. E aí aparece a pergunta que nos trouxe a esta reportagem: onde vamos parar? Será que estamos perto do domínio completo do corpo? O que sabemos é que não basta ser forte.
Os desafios seduzem todos os dias milhares de esportistas a treinar com o objetivo de realizar um sonho. A diferença é que alguns levam esse desafio a um nível extremo. Caso do ultramaratonista Carlos Dias, 32 anos, que enfrentou os 200 quilômetros da brasileira Jungle Marathon, derretendo sob um sol de 40 ºC no clima úmido da fl oresta amazônica. "Era o quinto dia de prova e eu estava à beira de uma crise. Imaginei uma escada, subi até o último degrau e, por cima do muro, vislumbrei uma situação melhor. Me vi na linha de chegada e as pessoas me cumprimentando", lembra. "A cada linha de chegada que cruzo uma humildade ainda maior toma conta de mim", completa o ultra-atleta, que divide seu tempo de treinos com a gerência de uma loja de uma operadora de celulares e seu mestrado em recursos humanos.
Completar uma prova de portes astronômicos ou uma simples corrida até a padaria traz um sentimento de orgulho capaz de levar a um outro desafio, que leva a outro e outro. E aí aparece a pergunta que nos trouxe a esta reportagem: onde vamos parar? Será que estamos perto do domínio completo do corpo? O que sabemos é que não basta ser forte.
Os desafios seduzem todos os dias milhares de esportistas a treinar com o objetivo de realizar um sonho. A diferença é que alguns levam esse desafio a um nível extremo. Caso do ultramaratonista Carlos Dias, 32 anos, que enfrentou os 200 quilômetros da brasileira Jungle Marathon, derretendo sob um sol de 40 ºC no clima úmido da fl oresta amazônica. "Era o quinto dia de prova e eu estava à beira de uma crise. Imaginei uma escada, subi até o último degrau e, por cima do muro, vislumbrei uma situação melhor. Me vi na linha de chegada e as pessoas me cumprimentando", lembra. "A cada linha de chegada que cruzo uma humildade ainda maior toma conta de mim", completa o ultra-atleta, que divide seu tempo de treinos com a gerência de uma loja de uma operadora de celulares e seu mestrado em recursos humanos.
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