Follow @AlanGallo Follow @AlanGallo Follow @AlanGallo Follow @AlanGallo Tweet O MUNDO REVIRADO: agosto 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

YAKUZA - A MÁFIA DOS SAMURAIS

Introdução

Yakuza é o nome dado às gangues criminosas organizadas do Japão. A Yakuza não é uma organização única, mas um conjunto de gangues separadas ou clãs parecidos com a máfia americana. Esses criminosos violentos deixaram seus vestígios em muitos aspectos da vida japonesa, desde a jogatina e esquemas de prostituição até os bastidores do poder político e financeiro de alto escalão.
As várias gangues que compõem a Yakuza têm diferentes origens, e as versões dessas origens divulgadas pelas gangues podem ser bem diferentes do registro histórico. Em sua própria visão, a Yakuza descende de personagens honrados, que defendiam de bandidos itinerantes seus povoados - da mesma forma que Robin Hood. Algumas até declaram que a linhagem da Yakuza vai até os Ronin, guerreiros samurai que se encontravam sem mestres após um período de conturbação política no Japão do século XVII .


Outras pessoas dizem que a Yakuza, em vez disso, se originou a partir dos kabuki-mono, "os loucos." Esses eram gângsters maltrapilhos que portavam espadas muito longas, intimidavam povoados inteiros e às vezes executavam os seus habitantes sem nenhuma razão [fonte: Kaplan]. A verdade é provavelmente uma combinação de duas histórias. Deixados sem uma hierarquia militar de orientação à sua vida, muitos samurais se voltaram para o crime. Outros partiram para atividades mercantis ou negócios mais escusos, como casas de jogos e prostituição [fonte: Seymour]. Esses criminosos, guerreiros sem mestre e novatos no sistema comercial japonês tinham uma coisa em comum: eles eram todos marginalizados.
O nome "Yakuza" reflete essa situação de marginalização. Ele é proveniente de um jogo de cartas japonês chamado Oicho-Kabu. Esse jogo é similar ao bacará, em que o valor em pontos de uma mão é baseado no dígito final da pontuação de uma mão. Uma mão de oito, nove e três é igual a 20, que não vale ponto: a pior mão possível no jogo. As palavras japonesas para oito, nove e três (ya, ku e za) formam a palavra "Yakuza", significando sem valor ou sem sentido. Confira esta página sobre o oicho-kabu (site em inglês) para saber mais sobre o jogo. ­
A palavra "Yakuza" originalmente se referia a uma pessoa que era um membro de uma gangue, mas hoje em dia se refere ao crime organizado japonês como um todo. Boryokudan, outra palavra para Yakuza, é considerada um insulto. Ela se refere a gângsteres degenerados e violentos sem nenhum senso de tradição ou honra. Essa é a maneira com a qual a polícia japonesa se refere à Yakuza.
Os ancestrais mais diretos da Yakuza são grupos de empresários clandestinos do século XVIII que comercializavam ou vendiam mercadorias nas ruas das grandes cidades. Conhecidos como bakuto e tekiya, respectivamente, esses biscates e camelôs ainda emprestam os seus nomes a alguns clãs atuais da Yakuza [fonte: Kaplan]. Esses grupos se organizaram gradualmente em gangues conhecidas como famílias ou clãs, que tinham hierarquias e regras formais.
No final do século XIX, a Yakuza se tornou associada a ideologias e políticas nacionalistas e militaristas. As gangues cultivaram alianças com políticos, e os políticos as usaram para assassinar adversários, grupos empresariais fortes ou mesmo em combates com nações próximas como a China [fonte: Kaplan]. A desordem no Japão Pós-Segunda Guerra Mundial também pode ter conferido à Yakuza uma presença ainda mais forte na economia e política do Japão.

Estrutura da Yakuza
Uma família da Yakuza tem estrutura superficialmente similar a uma família da máfia. Um único patriarca (kumicho) domina o clã. Ele tem vários ajudantes de ordens, subchefes e líderes de gangue sob a sua influência em uma estrutura aproximadamente piramidal [fonte: Biblioteca do Crime - em inglês]. Os líderes, assistentes, conselheiros regionais e uma variedade de capangas complicam ainda mais a estrutura do clã Yakuza. Alguns clãs possuem uma estrutura diferente: eles agem como um amplo sistema de alianças que trazem muitas facções menores escondidas em um guarda-chuva.
A chave da hierarquia é o forte relacionamento oyabun-kobun, um conjunto de papéis de pai e filho que une todos os clãs da Yakuza. Como recompensa pela lealdade absoluta e obediência inquestionável de seu kobun, o oyabun dá conselhos e orientações juntamente com proteção e prestígio [fonte: Kaplan]. O foco na honra e tradição na sociedade japonesa consolida ainda mais esses relacionamentos. Do contrário, as punições por descumprir o oyabun variam desde humilhações (expulsão do clã) até a tortura (cortar parte de um dedo). Cada membro do clã pode desempenhar ambos os papéis - de oyabun e de kobun -, agindo como subordinado da Yakuza imediatamente superior a ele e como um chefe dos gângsters abaixo dele.


Estrutura da Yakuza

Uma família da Yakuza tem estrutura superficialmente similar a uma família da máfia. Um único patriarca (kumicho) domina o clã. Ele tem vários ajudantes de ordens, subchefes e líderes de gangue sob a sua influência em uma estrutura aproximadamente piramidal [fonte: Biblioteca do Crime - em inglês]. Os líderes, assistentes, conselheiros regionais e uma variedade de capangas complicam ainda mais a estrutura do clã Yakuza. Alguns clãs possuem uma estrutura diferente: eles agem como um amplo sistema de alianças que trazem muitas facções menores escondidas em um guarda-chuva [fonte: Kaplan].

A chave da hierarquia é o forte relacionamento oyabun-kobun, um conjunto de papéis de pai e filho que une todos os clãs da Yakuza. Como recompensa pela lealdade absoluta e obediência inquestionável de seu kobun, o oyabun dá conselhos e orientações juntamente com proteção e prestígio [fonte: Kaplan]. O foco na honra e tradição na sociedade japonesa consolida ainda mais esses relacionamentos. Do contrário, as punições por descumprir o oyabun variam desde humilhações (expulsão do clã) até a tortura (cortar parte de um dedo). Cada membro do clã pode desempenhar ambos os papéis - de oyabun e de kobun -, agindo como subordinado da Yakuza imediatamente superior a ele e como um chefe dos gângsters abaixo dele.
A iniciação em ambos os relacionamentos oyabun-kobun e um clã da Yakuza é marcada por uma cerimônia especial. Um terceiro enche os copos de saquê do novo membro e de seu chefe oyabun. O chefe e o novo membro bebem um pouco do saquê de seus próprios copos. Depois, eles trocam os copos e bebem um pouco do saquê do outro. O chefe bebe tudo enquanto o iniciado apenas beberica.
Apesar de muitos clãs da Yakuza possuírem ideologias nacionalistas, os coreanos possuem uma forte presença dentro da Yakuza. Os coreanos são às vezes vistos com preconceito pela sociedade japonesa, o que contribui para a situação de segregação da Yakuza. A lucratividade do contrabando de mercadorias entre o Japão e a Coréia também reforça essa influência coreana.
Mulheres são marginalizadas pela Yakuza. Mesmo as filhas e esposas dos membros do clã tendem a ser pouco mais que servas na melhor das hipóteses, sendo por vezes usadas como prostitutas da gangue. As mulheres raramente detêm posições de poder (com uma notável exceção, que discutiremos depois).

Atividades da Yakuza
A Yakuza é composta de gangues criminosas. Elas participam das mesmas atividades de geração de dinheiro, como fazem todas as gangues. Jogatina ilegal e prostituição são marcas da Yakuza, assim como é lucrativo o contrabando de mercadorias proibidas, como drogas, armas e pornografia. A antiga rede de proteção, na qual a Yakuza ameaça proprietários de negócios e outros cidadãos com violência a menos que eles paguem um tributo, é também uma tática comum da Yakuza.
Os gângsters também operam negócios legais usando os lucros provenientes dos ilegais. Imóveis, construção e entretenimento são todos setores nos quais a Yakuza tem se envolvido [fontes: Japan Times e Asahi - em inglês]. As ligas e locais de luta livre profissional do Japão são particularmente conhecidas pelo envolvimento da Yakuza.


A Yakuza de alto nível freqüentemente participa do mercado de ações japonês, às vezes legalmente. Ela também pode encontrar ou inventar informações incriminatórias sobre uma empresa e usar essas informações para chantagear o seu conselho de administração. Após comprar ações do capital de uma empresa, o clã envia alguns de seus membros para reuniões do conselho, onde eles ameaçam os representantes da empresa com a divulgação de provas. A Yakuza pode exercer uma grande influência sobre os negócios dessa forma ou simplesmente exigir propina [fonte: Biblioteca do Crime - em inglês].
Muitos esquemas de extorsão e chantagem da Yakuza são cuidadosamente projetados para manter a tradição japonesa de polidez. A Yakuza pode pedir às empresas que participem de torneios de golfe, façam doações a instituições de caridade falsas ou comprem determinados itens, todos a preços ridiculamente inflacionados. Os líderes das empresas sabem que existe uma ameaça implícita em tais solicitações, portanto, eles freqüentemente participam, mesmo que a Yakuza nunca faça uma ameaça ou exigência direta.

Yakuza e política
Vários chefes da Yakuza usaram seus impérios criminosos para obter poder político. Na verdade, alguns poucos membros da Yakuza desempenharam papéis importantes na história do Japão. Yoshio Kodama fez fortuna durante a 2ª Guerra Mundial vendendo suprimentos de guerra. Ele comprou esse material da China, e a China o vendeu sob pressão.
­Inicialmente preso como criminoso de guerra, Kodama fez várias conexões no submundo antes da sua libertação por forças de ocupação americanas. Usando a sua própria rede de espionagem, um pequeno exército de seguidores leais da Yakuza e várias negociações escusas com a CIA, Kodama consolidou o seu poder político. Fervoroso nacionalista de direita, Kodama usou seu dinheiro e influência para moldar a política e os negócios japoneses de maneiras que talvez nunca sejam reveladas. Ele acabou sendo acusado de vários crimes financeiros, mas morreu de uma doença antes de ser julgado [Fontes: Kaplan e Biblioteca do Crime - em inglês]. Ryoichi Sasakawa foi contemporâneo de Kodama e teve uma carreira similar.

Kazuo Taoka foi outro chefe influente na Yakuza. Ele foi o líder do maior clã, o Yamaguchi-gumi. Ele desempenhou o seu poder desde o fim da 2ª Guerra Mundial até o início da década de 80, quando morreu de ataque cardíaco. Sua esposa, Fumiko Taoka, ocupou o vácuo do poder e manteve o clã por um período de vários meses. Fumiko Taoka não foi a única mulher a agir como oyabun, mas a única que o fez na maior e mais poderosa gangue Yakuza do Japão [fonte: Kaplan].
No Japão moderno não existe mais tanta tolerância às evidentes demonstrações de poder que a Yakuza antigamente exibia. Em 1992, o governo japonês aprovou uma lei bem similar à lei RICO, dos EUA. Essa lei inclui várias penas para crimes cometidos pela gangue e faz com que os líderes da gangue sejam responsabilizados por crimes de seus membros. No entanto, a lei não reduziu significativamente a quantidade de membros nessas gangues: analistas estimam que a quantidade de membros da Yakuza em todo o Japão ultrapasse 80 mil e que o clã Yamaguchi-gumi, agora com seis gerações, possua 20 mil membros em várias gangues afiliadas [Fontes: Asahi e Japan Times - em inglês].
A lei também levou à reestruturação de alguns clãs, o que pode ter causado mais danos. A pressão da polícia fez com que algumas gangues se mudassem para novas áreas, provocando guerras sangrentas entre gangues. Os críticos também argumentam que a lei dificulta à polícia obter informações confiáveis dos informantes da Yakuza.
Quantias enormes de dinheiro continuam a entrar e sair dos cofres da Yakuza todo ano, com estimativas que ultrapassam mais de um trilhão e meio de ienes (mais de US$ 13 bilhões de dólares) apenas em 2004 [fonte: Japan Times - em inglês]. Esse volume de dinheiro sempre gera influência, portanto há poucas dúvidas de que a Yakuza ainda exerce uma poderosa influência sobre os negócios e a política no Japão.
Para aprender mais sobre o crime organizado, a Yakuza e informações relacionadas, confira os links na próxima página.

Barata - A Campeã de Velocidade no Reino Animal


Barata é campeã de velocidade no Reino Animal. A dificuldade que se tem para caçar uma barata foi objeto de pesquisa na Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel. Os cientistas descobriram que este inseto é um dos campeões de velocidade do reino animal. Pode percorrer um metro por segundo. Considerando-se o seu tamanho, proporcionalmente para um homem equivaleria correr a 150 quilômetros por hora. A barata é também campeã de dribles - é capaz de desviar o rumo, em plena corrida, 25 vezes por segundo. O registro foi feito com uma câmera de vídeo especial.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

20 anos sem Raul: uma história que permanece viva



A gente não nasceu há dez mil anos atrás. Se tivéssemos nascido, talvez teríamos sido malucos belezas ou simples caretas. Talvez tivéssemos visto aquele Phono 73, onde ele desenhou o símbolo na barriga daquilo que viria a ser a chave da tal Sociedade Alternativa. E talvez teríamos até acreditado que John Lennon realmente se interessou pela comunidade, supostamente reconhecida num seminário internacional de sociedades secretas. Talvez teríamos visto, apenas quatro meses antes da partida, o barbudo Raul cantando, pela primeira e única vez, com o barbudo Paulo Coelho, no palco. E a música, ironicamente ou propositalmente, era o hino que já causava arrepios no letrista melhor amigo de Seixas: Sociedade Alternativa.

Raul sempre seguiu sua própria religião e modo de vida. "Já fui Pantera, já fui hippie, beatnik, tinha o símbolo da paz pendurado no pescoço. Porque nego disse a mim que era o caminho da salvação. Já fui católico, budista, protestante, tenho livros na estante, todos tem explicação" (É Fim de Mês). Ele falava o que pensava, fazia o que queria, e sabia que os assuntos mais profundos podem ser entendidos na simplicidade de sua explicação.
Foi assim que o romântico careta, participante do fã-clube do Elvis, casado três vezes e seguidor de seus próprios princípios conquistou o espaço que, sem humildade, já sonhava. O magrelo barbudo já apanhou por ser impostor dele mesmo, mas antes uma "metamorfose ambulante, do que ter a velha opinião formada sobre tudo". Foi assim que ele fez diferença. Com diversas parcerias, desde o amigo Jerry Adriani ao conterrâneo Marcelo Nova, já foi tachado de brega, criticado por uns, adorado por outros. Com o último, ele produziu seu também último trabalho, "A Panela do Diabo", lançado após sua morte.

Teríamos visto ele comendo lixo com um palhaço em Nova York, pelo simples fato de o artista ter oferecido (segundo suas próprias histórias fantásticas). A gente teria acreditado no encontro mágico entre ele e Paulo Coelho: correndo atrás de um disco voador, ao invés do (real) careta encontro na redação de uma revista alternativa e decadente. Raul tinha um forte inimigo: sempre foi a mosca na sopa no dicionário da censura, mas driblou até onde pode e como ninguém as próprias letras. Palavras como "gente", "povo", "universidade", "aranha" já não podiam ser mais usadas. "Eu fui o precursor da aranha, depois de Deus".
"Eu sei que determinada rua que eu já passei não tornará a ouvir o som dos meus passos" (Canto para Minha Morte). Mas não é bem assim. Os passos de Raul, nunca seguidos com o mesmo foco, permanecem na memória brasileira, que só valoriza seus ídolos depois que eles se vão. O bom moço que passou em diversas faculdades e teve a cara de chegar para a própria mãe e dizer o quanto "é fácil ser medíocre" se foi, há 20 anos.

Foi pancreatite, sozinho, em seu quarto de hotel. Mas a gente sabe que ele não se acabou. Foi uma escolha: "faz o que tu queres, pois é tudo da lei". Ele escolheu e sofreu as consequências disso, mas sabia que o fim estava chegando. Ele morreu para deixar um legado sem igual na música brasileira, com seu rock misturado com baião e maxixe. Quem diria que um dos maiores roqueiros do país viria da terra do axé?! "Hoje em dia, eu não falo muito, eu penso". Isso foi o que ele disse, já gordo, em sua última entrevista antes de partir dessa.
"A morte, surda, caminha ao meu lado. E eu não sei em que esquina ela vai me beijar" (Canto para Minha Morte). Mas não importa. A gente sabe que "todo homem e toda mulher é uma estrela". Obrigado Raul!
*Quem escreveu: Luiz Fernando Tavares, 19 anos, e Carol Tavares, 23, são irmãos e fãs de um trabalho que morreu antes que eles aprendessem a falar a palavra "aranha", mas permanece vivo na memória.

OS 10 ESPORTES MAIS BIZARROS DO MUNDO !!!

O Pregunto, em sua tamanha curiosidade, resolveu pesquisar sobre os DEZ esportes mais bizarros deste planeta. Bem, a doidera é tanta que foi muito difícil chegar a um consenso da classificação entre eles… Foram classificados apenas os esportes praticados em mais de uma nacionalidade, para efeitos “justos”.

BOXADREZ













É uma mistura de boxe e xadrez. Sim, afinal, são esportes “muito” parecidos… Os lutadores se enfrentam por 4 minutos no tabuleiro, depois, os exadristas se enfrentam 2 minutos no ringue. Ganha quem nocautear ou der um xeque-mate no adversário.

HÓQUEI SUBAQUÁTICO

Quer mesmo saber das diferenças para o hóquei “no seco”? Então aí vai: a “quadra” é o fundo de uma piscina de 25 metros, os jogadores usam tacos de 30 cm para levar um disco de 1,3 quilo ao gol do outro time. É jogado com máscara, pés-de-pato e snorkel. O cretino que criou o esporte foi mergulhador inglês em 1954 para aumentar seu fôlego. O cretino quase perdeu o fôlego de imaginar isso !

PASSADA DE FERRO EXTREMA

Além de extremamente chato, o que mais pode haver de extremo no ato de passar roupa? Com certeza este “esporte” foi criado por uma mulher que queria ter mais liberdade entre o fogão e a tábua de passar roupas. A idéia é levar a tábua de passar e umas roupas para o lugar mais maluco possível – o topo de uma montanha, o fundo do mar (?), uma caverna – e passar o ferro. O esporte nasceu na Inglaterra em 1997.Viu ? Se a sua mulher leva o ferro de passar roupas para o Motel, (1) ela é praticante deste esporte e (2) saiba que não é o lugar mais estranho que alguém já passou as roupas!

CORRIDA DE POMBOS

Os pombos-correio têm uma capacidade espetacular de voar de volta pra casa. Sabendo disso, os criadores organizam maratonas com milhares de aves cruzando os céus em provas de até mil quilômetros de extensão.Super-resistentes, os pombos-correio chegam a voar 10 horas por dia em velocidades superiores a 100 km/h. Claro que durante o percurso eles devem usar a “mira telescópica” para acertar umas cabecinhas no meio do caminho, senão, o esporte não teria a mínima graça.

CURLING

Parece uma limpeza de chão, mas o curling está mais para a bocha: uma pessoa lança uma pedra de granito em direção a um alvo no chão gelado, dois caras com vassouras ajustam a trajetória da pedra e um quarto elemento guia a ação dos “vassourinhas”. Emoção pura!Acredite se quiser, o curling é esporte olímpico. A modalidade inventada por escoceses no século 16 (o cretino ainda está cético de que foram escocesas, por causa da adoção das vassouras, mas…) ganhou esse status na Olimpíada de Inverno de 1998

CORFEBOL

Junção de handebol e basquete, é um dos poucos esportes coletivos mistos do mundo. Cada equipe tem quatro homens e quatro mulheres, divididos em casais que passam a bola até marcar a cesta. Homem só marca homem, mulher só marca mulher e não vale contato físico.O jogo surgiu em 1902, na Holanda. Já foi esporte de demonstração nas Olimpíadas de 1920 e 1928.Seria mais um esporte inventado por donas de casas desesperadas que não toleram seus maridos sairem sozinhos para uma “pelada” no final de semana ?

JAI-ALAI

Essa modalidade de pelota basca é disputada por duas pessoas em quadras com paredão, tipo squash. Com uma cesta em forma de trilho nas mãos, cada jogador arremessa a bola contra a parede. O outro deve pegá-la antes do segundo quique no chão.O jai-alai é conhecido como o esporte mais rápido do mundo. A bolinha de 125 gramas já viajou a 302 km/h em um jogo de 1979, segundo o Guinness, o “livro dos recordes”

MONOCICLISMO DE MONTANHA

É meio mountain bike – “meio” literalmente, porque a bike em questão tem uma roda só. Com os monociclos, os fãs detonam trilhas na grama, na terra, no gelo. Eles juram que é seguro: como a velocidade é proporcional � s pedaladas, o bólido não embala na descida.Outra modalidade maluca com uma roda só é o hóquei em monociclo. O esporte surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos, tem federação internacional e campeonato mundial.Se não foram inventados por desempregados circenses falidos, o cretino não sabe quem mais poderia ter uma idéia destas.

SEPAKTAKRAW

É uma mistura de futevôlei (que já é uma mistura) com artes marciais: o objetivo de cada trio é chutar a bola de 170 gramas por cima de uma rede de 1,55 metro de altura e fazê-la tocar o lado adversário da quadra. Para dar potência aos chutes, os jogadores abusam das voadoras e malabarismos. O esporte surgiu na Malásia há cinco séculos. Faz sucesso no Sudeste Asiático.Ufa ! Quando li que era uma mistura de futvôlei com artes marciais, já achei que seria uma partida mista de futvolei com boxe !

PÓLO COM ELEFANTES

Variação do pólo com cavalos, a versão com elefantes nasceu na virada do século 20, criada por aristocratas ingleses na Índia. Entre os dois pólos, só a bola é igual. Nos primórdios do esporte, tentaram a bola de futebol. Mas os elefantes brincavam de esmagar a pelota.Cada elefante leva dois caras: um é o treinador que comanda o bichão; o outro é o jogador de fato, que usa um taco de bambu para impulsionar a bola em busca do gol

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Inscrições para São Silvestre começam segunda-feira

São Paulo (SP) - Prova de rua mais tradicional do Brasil, a Corrida Internacional de São Silvestre abrirá inscrições para a sua edição 2009 na próxima segunda-feira. Ao todo, serão disponibilizadas 20 mil vagas para a disputa programada para a tarde do dia 31 de dezembro.
As inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, através do site www.saosilvestre.com.br. Quem garantir sua vaga até 30 de agosto pagará uma taxa no valor de R$ 75,00 (setenta e cinco reais). Entre 1º e 30 de setembro, o valor sobe para R$ 80,00 (oitenta reais). De 1º de outubro até o dia 30 de novembro, a taxa será de R$ 90,00 (noventa reais).

Atendendo ao Estatuto do Idoso, a São Silvestre disponibilizará aos atletas acima de 60 (sessenta) anos, o desconto de 50% de desconto no valor da inscrição. O competidor somente poderá usufruir deste benefício se fizer a inscrição exclusivamente pelo site do evento, bem como fizer a retirada do “kit” pessoalmente, com documento que comprove sua idade.

A organização da prova ressalta ainda que poderá a qualquer tempo suspender ou prorrogar prazos ou ainda adicionar ou limitar o número de inscrições do evento em função de necessidades/disponibilidades técnicas/estruturais sem prévio aviso.

O percurso de 15 km da Corrida será o mesmo do ano anterior, passando por lugares históricos da cidade de São Paulo, como a Avenida Paulista, a Rua da Consolação, Praça Princesa Isabel, as Avenidas Ipiranga e São João, Largo São Francisco, Teatro Municipal e Viaduto do Chá, além da temida subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio.

Em 2008, o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude ficaram com o título. Pelo Brasil, Fabiana Cristine da Silva fez bonito na disputa feminina, enquanto Raimundo Nonato foi o melhor brasileiro ao chegar em sétimo lugar.

Para saber mais, acesse o site oficial da Prova:

www.saosilvestre.com.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GOSPEL - MAIS UMA DO RAULZITO !!!

Nosso mestre mais vivo do que nunca reaparece numa canção prá lá de atual, prá variar censurada na época de sua criação. Graças a bons propagadores de sua obra neste caso Marco Mazolla reacende a chama viva de Raulzito !!!



Vinte anos depois da morte de Raul Seixas, o Fantástico descobre uma relíquia inédita. Uma música que ficou escondida por causa da censura da ditadura militar. E, graças à alta tecnologia, é o próprio Raul que apresenta esse novo som. No princípio, era uma voz. Meio desafinada, misturada a um violão numa gravação tosca. O ano: 1974. A canção de Raul Seixas e Paulo Coelho foi feita para a trilha sonora da novela "O Rebu". Mas a censura da ditadura militar viu a letra e proibiu. Mesmo assim, a música entrou na novela. Com os versos totalmente diferentes. A canção, chamada "Gospel", cairia no esquecimento, se não fosse uma figura lendária da MPB: o produtor Marco Mazzola, que fez as gravações originais com Raul. "Tem a minha própria voz, eu faço o vocal com ele. A gente era muito doido no estúdio", lembra o produtor musical. Mazzola tem uma teoria própria sobre as doideiras de Raul: "Porque é muito engraçado, né? Porque o Raul era um careta, né? Raul era um cara extremamente careta, formado em psicologia, um cara que falava inglês fluentemente. E conheceu o Paulo Coelho, que na época era um cara que via disco voador, um cara doido... E então o que aconteceu? É que o Raul ficou cada vez mais maluco e o Paulo Coelho, hoje em dia, é um cara careta". A cada aniversário da morte, a cada data redonda ligada a Raul, Mazzola se lembrava de "Gospel". Mas, com a tecnologia disponível, não havia muito a fazer. Até que... "Os processos técnicos começaram a evoluir e eu comecei a trabalhar em cima disso, porque era um sonho do Raul que a música fosse daquele jeito um dia pra rua", diz Mazzola. Os 20 anos da morte de Raul se aproximavam, Mazzola começou a preparar um kit comemorativo, e o projeto "Gospel" foi tomando forma. “Transformei a voz e o violão dele em 20 canais pra poder pegar pedaços, tirar pedaços", diz Mazzola. Mas o tratamento técnico da gravação é só o início de um longo trabalho, porque a voz do Raul Seixas vem dos anos 70. Mas como dar nova vida a esta canção? Uma canção chamada Gospel é claro que tem que ter um coro. Olha só como é que fica. Faltava um arranjo bacana. E Mazzola chamou Roberto Frejat, do Barão Vermelho. "E eu sou fanzaço do Raul. Sempre gostei muito, desde garoto", diz Frejat. Frejat convocou um monte de amigos, e o resultado... "Ficou com uma sonoridade moderna no sentido de que ela está registrada com uma qualidade de gravação de hoje, mas com uma sonoridade que faz jus à estética do Raul", comenta Frejat. Uma estética irreverente... “Naquele momento ninguém falava as coisas, só Raul que falava”, afirma o cineasta Walter Carvalho. Walter Carvalho mergulhou na vida de Raul para filmar o documentário "O início, o fim e o meio", ainda em produção. A busca por histórias levou o cineasta aos Estados Unidos, país que Raul adorava e onde hoje vivem três de suas ex-mulheres. Filha e neto não falam português. Há quem ache o netinho de Raul, hoje com 13 anos, parecido com o avô. “Uma das dificuldades de fazer este documentário do Raul é encontrar material do Raul. Quem tiver material em casa, puder procurar a produção. Pode ser foto ou filme. Você tem alguma pista pro documentário? Entre em contato com a produção do documentário de Walter Carvalho, “O início, o fim e o meio”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CRIATURAS ABISSAIS ! ELAS PERTENCEM AO SEU MUNDO

Nós poderíamos sintetizar o mundo em que vivemos em duas partes. A parte rasa e a parte funda. Dos animais da parte rasa, conhecemos um monte. Leão, cabra, onça, coruja, insetos, vermes, crustáceos, peixes... Milhões deles.
Dos animais da parte profunda, conhecemos apenas uma pequena parte. A grande maioria só foi vista pela primeira vez nas últimas duas décadas.

Estes animais vivem em fossas abissais, lugares onde a luz não chega. É um mundo diferente, com a pressão capaz de explodir até uma baleia. A tecnologia está permitindo que sondas possam atingir profundidades até então impossíveis, e com isso, um novo olhar sobre o desconhecido e escuro fosso abissal marinho nos permite ver algumas das mais estranhas criaturas. São seres que poderiam estar em qualquer filme de monstros, Ets e talvez, quem sabe, até no seu mais aterrorizante pesadelo.

CONFIRA ALGUNS...

Quimeras ou tubarão fantasma.
Este estranho animal é um peixe cartilaginoso que está entre o tubarão e a arraia. Ele tem este estranho nariz protuberante com o qual vasculha o fundo gosmento do oceano em busca de sua preza. O nariz é cheio de terminações que detectam os mais frágeis impulsos elétricos. É como se o animal tivesse um detector de metais no nariz. Ele também tem este espinho venenoso na nadadeira dorsal.


Peixe víbora

Um nome apropriado para esta coisinha que ficaria bem num aquário do capeta. Os dentões e o maxilar inferior prognato são para conseguir morder a presa na escuridão.

Peixe pelicano
Basicamente é um estômago com olhos e cauda. O bicho é considerado o animal com a maior abertura de boca no planeta.



Lula Dana

Esta lula enorme habita as fossas abissais e usa um truque curioso para desorientar suas presas. Ela bate um flash como o de uma máquina fotográfica. Na escuridão completa, um flash funciona como aquelas bombas usadas pelo FBI para invadir cativeiros. As presas ficam boladas tentando entender o que aconteceu. Aí a lula vai lá e... Nhac!


Lula Gigante

A lula gigante é um animal cujo nome já é uma bela descrição. Até recentemente os oceanógrafos questionavam-se se a lula gigante seria uma presa ou um predador das baleias cachalote. Recentemente descobriu-se que as lulas gigantes são presas até uma idade. A partir de determinado tamanho elas são predadoras. Isso significa que elas comem baleias. Esta aí da foto é um filhote.




Peixe sol (ou lua)
Este é considerado um dos maiores peixes do oceano. Seu peso pode passar de uma tonelada. Sua forma é uma das mais bizarras. Ele é pacífico e muito curioso.


Stargazer
Peixe com nome de seriado de Tv! E deve ser de terror a julgar pelas características desse bicho. Ele tem olhos na cabeça. Atrás das guelras e na nadadeira dorsal tem espinhos venenosos,não obstante, ele ainda dá choque. Olha só o visual do infeliz.


Peixe Grenadier
Tem uma cabeça enorme, mas logo após a cabeça, o corpo é pequeno e termina numa comprida cauda serpentiforme. Um peixe estranho. E também, por que não dizer, feiobragaraio!



Oarfish
Você acha que já viu os mais bizarros do oceano? Então olha bem pra isso aqui. Nem parece um peixe. O Oarfish é um treco compridão em forma de lâmina. Ele pode alcançar tamanhos inacreditáveis. O bizarro dele é que ele nada verticalmente.



Tubarão mega-boca

Descoberto em 1976 só poucos foram vistos. Registros em filme então, menos ainda, só 3. É um tubarão mesmo, porém muito, muito raro.

Peixe ogre


Um belo dum bicho feio. Se precisar de monstro, está aí a melhor escolha. O peixe ogre tem esta aparência feroz.Uma cabeça de ossatura grosseira e belos olhos de psicopata.

Lula fada

Ela muda de cor e projeta inúmeras cores para atrair e hipnotizar seu jantar.

Peixe mão

Ele anda. Isso mesmo, anda pelo fundo do mar. Parece um lagarto andando pelo fundo.

Peixe-caixão

Ele é bem comum em águas profundas de todo o mundo. Quando sente-se ameaçado, engole água e vira uma bola. Um recurso comum nos baiacus.

Peixe dragão

Ele usa este barbilhão muscular que fica remexendo como se fosse um verme. O barbilhão emite quimioluminiscência, e os peixinhos otários vem comer a minhoquinha que tá ali, acesa no meio da escuridão, dando o maior mole... E então quando vêem, já estão nadando no aquário do São Pedro.

Polvo dos anéis azuis

Bonito e pequeno, do tamanho de uma bola de golfe, esconde um dos mais mortais e poderosos venenos conhecidos. Detalhe: Não há antídoto.

Peixe bolha

Eu falei dele no post dos animais mais bizarros do planeta. Ele é uma espécie de gelatina em forma de peixe. Sua densidade corporal equivale a da água. Assim ele fica só flanando pelo mar ao sabor das correntes abissais. Para justificar seu - literal - mole, ele tem este bocão imenso, já que não tem como correr atrás das presas.

O pepino do mar

Um animal bizarro. Não é peixe. Mas é bizarro e ganhou a entrada grátis nesse post por isso. Junto com os outros moluscos, como as lulas e o polvo.

Polvo dumbo

Também já falei deste no post das criaturas bizarras. Ele ganhou este nome graças as orelhinhas que tem na cabeça.

Anglerfish



Tubarão Goblin

Mais um raro ( e tenebroso) tubarão das profundezas.

Prikly Shark

Tubarão de barbatana dupla

Polvo de brilho


Lula vampiro

Nossa. Esse bicho é de matar de medo. Imagina você mergulhando naquela escuridão. Vira a lanterna para trás e a última coisa que vê é isso aí se aproximando de você...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

SABIÁ SALTA SEM PARAQUEDAS NO RIO!!!

Mais uma do sensacional Sabiá, agora ele se jogou sem paraquedas há 4000 metros de altitude...Confira essa emocionante aventura.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Freefly - Adrenalina na queda livre



O Freefly foi inventado em 1991, pelo pára-quedista alemão Olav Zipser, que experimentou novas posições em queda livre, quando todos saltavam de barriga para baixo. Ele impressionou o mundo do pára-quedismo, saltando em Vero Beach, na Flórida, de cabeça para baixo. A partir daí foram surgindo novas posições e manobras e nascia o Freefly. A primeira competição da modalidade, no formato que é disputada hoje, aconteceu em 1995, em Dallas, no Texas (EUA), organizado pela SSI. O Freefly é um esporte praticado em queda livre, na qual os praticantes vestidos com roupas coloridas, fazem manobras montando figuras e executando coreografias tridimensionais no ar antes de abrir os pára-quedas para um pouso suave.Livres no ar os freeflyers, como são chamados seus praticantes, ficam sentados ou de cabeça para baixo na maior parte do tempo fazendo com que a velocidade média de queda seja em torno de 300 km/h. É o esporte humano mais rápido do mundo. Nas competições as equipes são compostas por três freeflyers, sendo que dois ficam encarregados de executar as manobras diante do cameraflyer que participa do salto e registra tudo na câmera digital montada em seu capacete. Após o pouso, as imagens são enviadas aos juizes que dão as notas baseadas nas dificuldades das manobras executadas e a impressão que elas causaram. Tudo conta para que os juizes possam avaliar um bom salto. As notas são divididas por dois grupos: o técnico e o artístico. No primeiro são observadas as dificuldades e a precisão das manobras. No julgamento artístico os juizes levam em conta a impressão visual, o ângulo de enquadramento e a qualidade geral das imagens geradas. “Para praticar o Freefly é importante que a pessoa saiba e goste de queda livre, depois passar por uma instrução básica de pára-quedismo. Quando ele tiver o domínio da queda livre, após 20 saltos, aproximadamente, então poderá começar a instrução do Freefly, com profissionais capacitados. Geralmente os praticantes da modalidade são aqueles que gostam de inventar e aprender novas manobras”, explicou Carnaúba.

PEIXE LUA - O MAIOR PEIXE DO MUNDO !!!






O peixe lua é uma criatura gigantesca e estranha. Quase sempre pode ser visto nadando solitário, centenas de quilômetros mar adentro em direção desconhecida. Suas colossais dimensões fazem dele o mais pesado dos peixes ósseos da Terra: chega a medir três metros e a superar as duas toneladas.
A imagem de um peixe lua junto a um mergulhador dá-nos uma idéia de suas descomunais proporções. O peixe tem um comportamento absolutamente pacífico e mal reage ao que lhe rodeia, talvez porque seu cérebro é tão pequeno como uma noz e não supera 4 gramas.
Tão escassa massa cinzenta explica sua falta de reação aos ataques ou que morra das formas mais insuspeitas. Devido a esta falta de cérebro, os enormes peixes lua são como grandes asteróides flutuando no oceano, pedaços de matéria inerte à deriva.
Sua pele é um mapa coberto de crateras, como o de alguns corpos celestes. Curiosamente, os ingleses referem-se a este animal como "peixe sol" (sunfish) por seus deslumbrantes aparecimentos na superfície. No entanto, mais que fulgurantes astros, os peixes lua são como rochas sem destino. O mergulhador que nada junto a eles é como um cosmonauta flutuando no espaço.
Segundo o National Geographic, desde que nasce, o peixe lua pode chegar a aumentar até em 60 milhões de vezes seu peso, o que num ser humano equivaleria a atingir o peso de seis Titanics. Quando vemos um fora da água, sobrevêm a mesma sensação que temos em frente a um barco naufragado. De vez em quando, algum pescador de alguma remota aldeia traz um destes exemplares à superfície, e pensa que pescou uma besta bíblica, um desses peixes que o deixará imensamente rico.
A carne dos peixes lua contém neurotoxinas similares às de outros peixes venenosos de sua ordem (tetraodontiformes). No entanto, há um fato indiscutivél: se tem nadadeiras e aspecto de peixe, não faltará uma Japa que o coma.

Este é seu cérebro sob efeito da aventura!

VER UM FALCÃO MERGULHAR de um penhasco de 750 metros de altura é lindo. Presenciar um homem correr até a beirada de um precipício e jogar seu corpo sem asas no vazio é de dar frio na barriga. Primatas não foram projetados para fazer uma coisa dessas, mas nem tente dizer isso a Ted Davenport, 28 anos. Quando esse nativo de Aspen, estado do Colorado (EUA), começou a fazer base jump há alguns anos, ele descobriu qual era seu destino nesta vida. "Sempre quis voar. Adoro tudo que tem a ver com o ar", explica Davenport, que também é campeão de esqui.
Nesta manhã de inverno no oeste de Colorado, meus cabelos são jogados no meu rosto por um vento de 40 quilômetros por hora. Estamos no topo de uma elevação de terra que Ted chama de Hotel W, por causa da forma da sombra que suas valas formam na superfície do penhasco. Davenport e seis amigos estão na beira do precipício, com as mãos nos bolsos, sem conseguir ficar parados. Os caras estão apreensivos - alguns mais que outros.
Esses sete amigos, a maioria dos quais vive perto de Denver, capital do Colorado, fazem muita coisa doida juntos, como ir até o deserto de Moab, no estado de Utah, para pular em cânions, fazer enormes fogueiras e praticar tiro ao prato, ou saltar do topo de hotéis em Denver e tentar escapar da polícia. Mas não foi para observar seus saltos e sim seus cérebros que vim para cá. O que faz uma pessoa querer pular de um penhasco e outra querer ficar em casa assistindo tevê?
"Fazer coisas estúpidas e perigosas faz parte de nossa genética do mesmo jeito que cabelos ruivos e gosto por amendoins"
Mesmo entre praticantes de esportes de aventura, pergunto por que alguns hesitam na hora H e outros não? Nos últimos cinco anos - e em especial no ano passado -, os cientistas têm usado imagiologia médica de alta tecnologia, neuroquímica avançada e até mesmo videogames para encontrar a resposta para esta questão. Desse modo, estão abrindo uma janela para um dos traços mais misteriosos da humanidade: o modo como ouvimos o chamado para a aventura.
No topo do penhasco, Collin Scott, 34, tenta acender um medidor de vento - na verdade um papel enrolado que ele vai jogar no abismo. Mas Ted não quer esperar a medição. "Está ventando pra caralho", avalia. E, virando-se para Matt Hecker, 24, diz: "Coloca seu equipamento, seu maricas". Ted não diria a mesma coisa para os outros, mas sabe que Matt tem a mesma experiência que ele e curte a mesma visão de mundo: a do chão se aproximando a uma velocidade terminal.
Ted coloca um capacete e um paraquedas, enfia um rádio walkie-talkie em um bolso da calça e uma garrafa de água no outro. Após sorrir para a foto, ele me pede para mandála para sua família, caso seja esta a última imagem antes de sua morte, e dá uma bela gargalhada. Depois, ele fica sério, faz uma pausa de um segundo, caminha ligeiro até a beirada e se lança no ar de barriga.
Alguns segundos depois, seu paraquedas se abre e ele pousa suavemente no lado rochoso de uma ravina. A galera no topo se debruça sobre o rádio. A voz de Ted surge em meio aos chiados, como se estivesse a quilômetros de distância. Ele vai direto ao assunto. "Não vou mentir para vocês", diz. "A turbulência está jogando para tudo quanto é lado. Mantenham distância do paredão. Aqui embaixo não tem vento nenhum. Animal!"
Collin balança a cabeça. "Tomei uma decisão", diz. "Não vou saltar." Ele é vendedor de software, e o único com uma aliança no dedo. Peter Konrad, um piloto de 34 anos que até pouco tempo trabalhava para uma empresa de telecomunicações de Denver, concorda. Peter sofreu um acidente de carro há apenas três semanas e os pontos em sua testa ainda estão vermelhos. O empreendedor imobiliário de Denver chamado Kevin Cochran também não pretende fazer o salto. Então tem gente nessa turma com algum juízo, afinal de contas.
Mas os outros não desistem. O próximo a saltar é Jacob Fuerst, um ex-fuzileiro naval de 25 anos que, após sete meses no Iraque, encontrou um pouco de paz saltando de lugares altos e tirando fotos, às vezes os dois ao mesmo tempo. Depois Matt, sem perder mais tempo, joga-se no vazio. Três anos atrás ele ficou 16 dias em coma depois que seu paraglider se enroscou em Boulder, também no Colorado, mas isso não parece ter diminuído seu ritmo. Jeremy Puhal, 30, quer saltar, mas está esperando uma calmaria no vento que não chega nunca. Finalmente, ele balança seus braços gelados, corre até o precipício e sai voando.
Quem pula de lugares fixos para o vazio já deve estar acostumado a fazer esse tipo de coisa maluca. Ted calcula que já foi parar no prontosocorro umas 30 vezes, de uma queda na aula de ginástica aos cinco anos de idade até sérias fraturas sofridas esquiando. Quando era criança, Collin costumava pular com um guarda-chuva da casa na árvore que havia em seu quintal. No verão passado, Peter e dois amigos penduraram um sofácama em um balão. "A gente testou antes para ter certeza que não ia se enrolar", explicou, como se isso resolvesse o problema. Eles se deitaram em travesseiros a 1.650 metros de altura e depois pularam da cama.
Ouvir Peter falando me faz lembrar o Larry "Lawn Chair" Walters, um cara que amarrou 45 bexigas de hélio em sua poltrona, em 1982, e saiu voando, equipado com algumas cervejas Miller Lite e uma espingarda de chumbinho. Apesar de ter sobrevivido, Larry recebeu uma menção honrosa do Prêmio Darwin, dado para "celebrar a melhoria do genoma humano ao homenagear aqueles que se retiram dele acidentalmente".
O prêmio Darwin (darwinawards.com) é uma ótima ideia, mas os cientistas agora sabem que fazer coisas estúpidas e perigosas faz parte de nossa genética do mesmo jeito que cabelos ruivos e gosto por amendoins. Na verdade, a sobrevivência da humanidade como espécie pode ter dependido desses aventureiros malucos, sem medo de experimentar o gosto de insetos pegos com um graveto e com uma inclinação genética para buscar a proteína mais apetitosa, os pastos mais verdes e os parceiros mais bonitos em territórios desconhecidos. "Conforme nossa espécie evoluía, as comunidades com gente que não tinha medo de assumir riscos podem ter se saído melhor em coisas como afastar ameaças", teoriza Thomas Crowley, um psicólogo da Universidade de Colorado, em Denver. "Correr esses riscos era importante para a espécie e para o indivíduo".
Claro que preferir ficar na caverna desenhando nas paredes em vez de sair para encarar um mastodonte a unha também tinha suas vantagens adaptativas, por isso muitas pessoas têm o gene do medo também. Não é surpresa que essas diferenças sejam divididas segundo o sexo, mas claro que há muitas exceções, como a escaladora Steph Davis, que vive pulando de lugares altos com uma roupa de "esquilo-voador" e no verão passado quebrou a pélvis saltando (com Ted) daqui mesmo do Hotel W.
Os neurocientistas estão descobrindo que existe um pouco de Larry "Lawn Chair" em todos nós. Quando descemos uma corredeira ou andamos de mountain bike entre as rochas, todos os nossos sentidos se iluminam. O barulho dentro de nossas cabeças se silencia. Ao perguntar ao nadador de águas abertas e longa distância Christopher Swain, que costuma encarar tempestades de raios e lampreias, o que acontece quando ele está "na zona", sua resposta é mais sobre espiritualidade do que adrenalina, mas ainda está baseada na cascata de opioides naturais liberados pelo cérebro. "É difícil saber onde a água acaba e meu corpo começa", descreve. "Me sinto muito calmo, é um estado mental zen. Eu me entrego." Ou, como diz o caiaquista Trip Jennings, que costuma ser o primeiro a descer rios por todo o mundo: "Me sinto focado, mas também com uma sensação de intuição e liberdade. Adoro aquela primeira remada, quando você está completamente comprometido com o que está fazendo".
Todo mundo tem seu próprio lugar no espectro de "busca de sensações estimulantes", termo cunhado pelo psicólogo Marvin Zuckerman, da Universidade de Delaware, EUA. Na década de 1960, ele notou que os voluntários para experiências de laboratório sobre privação de sensações costumavam chegar carregando capacetes de motocicleta e começou a se perguntar se havia um tipo de personalidade que corria atrás de emoções e perigos. Para testar essa teoria, criou os primeiros questionários que analisavam essa possibilidade.
O que Zuckerman e outros pesquisadores descobriram era que cerca de 10% das pessoas se encaixa no extremo da curva de atração pelo risco, curva essa em que Ted Davenport se pendura na pontinha. Os caçadores de emoção tendem a ter a mente aberta e serem inteligentes e curiosos, inventando novos esportes, candidatandose a cargos eletivos, trabalhando em Wall Street e realizando cirurgias de alto risco. E também têm uma maior tendência a acabarem com o crânio partido ou viciados em crack.
O lance é o seguinte: assim como era vantajoso do ponto de vista evolutivo que alguns indivíduos da espécie assumissem riscos extremos, também era vantajoso que esses indivíduos adorassem fazer isso. E essas características agora podem ser vistas no laboratório. Usando uma nova geração de questionários e fuçando o cérebro com imagiologia radiativa e ressonância magnética funcional (RMF), os neurocientistas podem observar os centros de avaliação de risco do cérebro em ação.
Por isso decidimos examinar meia dúzia de caçadores de emoções, colocando-os em contato com um pesquisador que usou questionários de personalidade para ver onde eles se encaixavam na escala do risco. O que se passa em suas cabeças, afinal de contas? No caso de Ted, achamos melhor dar uma boa olhada e descobrir.

AS ROUPAS QUE TED USA na cidade são uma mistura de estilo hip-hop com lenhador. Quando me encontro com ele no aeroporto de Los Angeles, na Califórnia (EUA), algumas semanas depois do salto, está vestindo calças jeans folgadas, camisa xadrez e um boné preto com os fios brancos de um iPhone dependurados. Tinha acabado de ficar sabendo que um amigo de Aspen, o ex-patrulheiro de esqui Cory Brettman, tinha morrido em uma avalanche e estava enviando mensagens para sua namorada, Amber Matthews, de 17 anos, e seu irmão mais velho, o bicampeão mundial de esqui extremo, Chris Davenport, para ter certeza de que todos estão segurando o baque da notícia. Ted também ficou arrasado ao saber que a neve está caindo - mas caindo mesmo! - no Colorado. Ele preferia estar lá, esquiando em algum filme do Warren Miller e treinando para o Freeride World Tour (ele ganhou o circuito europeu em 2005), do que na estrada, a caminho do centro de mapeamento cerebral da Universidade de Los Angeles (UCLA). Mas ele foi gentil e estava muito alegre e animado por doar seus lóbulos à ciência.
Decidimos que antes ele merece um belo almoço. Cercado de gente de terno, Ted lê com desejo a carta de vinhos, mas os pesquisadores da universidade disseram que ele não podia beber. Em vez disso, engole um cheeseburger e me conta a história de quando deu de cara no muro - literalmente - em Magland, na França. Foi em fevereiro de 2006, logo antes de um evento de esqui estilo livre na Europa. Ele estava fazendo base jump de um penhasco de 400 metros perto de Chamonix, e - como ainda era um novato - abriu seu paraquedas cedo demais e ele se enrolou. Em vez de se afastar do paredão, bateu com tudo nele a 40 quilômetros por hora a cerca de 215 metros de altura. Ted atribui o acidente a "erro do piloto". "Parecia que eu estava numa gangorra", conta. "Bati com meus pés e parti o esquerdo ao meio, todos os ossos do metatarso quebraram onde fica o arco". Por sorte, um vento frontal manteve o paraquedas aberto tempo suficiente para ele se afastar do penhasco. Quando pousou na grama, estava morrendo de rir. "Fiquei bombado de adrenalina", explica. "E feliz por estar vivo". Mesmo depois que o "barato" passou, ele não pareceu ter sido muito afetado. "Nem por um segundo pensei em não saltar de novo. Na verdade, não via a hora de saltar novamente". Seus olhos se arregalam enquanto cai de boca em seu sorbet de pera. Como eu disse, o Ted é meio diferente.
Meia hora depois, chegamos ao Centro de Mapeamento Cerebral Ahmanson-Lovelace, da UCLA, um dos melhores laboratórios de neuroimagiologia dos Estados Unidos, onde nos encontramos com o neurocientista Russell Poldrack. Com 40 e poucos anos, usando uma jaqueta de couro e óculos de plástico preto estilo nerd-chic, Poldrack parece que fica mais confortável sentado na frente de um computador do que, por exemplo, numa pista de motocross. Sua ideia de risco é dispensar a garantia ao comprar um liquidificador.


Extrapolando os limites


O que leva atletas a estimular a capacidade de seu próprio corpo, suportando situações de extremo desconforto, para provar que são capazes de enfrentar qualquer desafio?

EXISTE LIMITE PARA O DESEJO DO SER HUMANO DE VENCER SEUS PRÓPRIOS LIMITES? Parece que não. Para algumas pessoas, a exaustão física e psicológica é um terreno onde a fronteira avança de acordo com a determinação e perseverança de cada atleta. Não importa se o desafio é dropar uma onda de 20 metros de altura, correr centenas de quilômetros no deserto do Saara sob um calor de mais de 50 ºC, pedalar durante uma semana nos Alpes suíços ou atravessar o canal da Mancha a nado, numa água que não ultrapassa os 15 ºC. O que está em jogo é a batalha mais antiga da história da humanidade - o duelo da nossa mente com o corpo. Uma disputa onde não há vencedor, pois o mais importante não é chegar em primeiro ou segundo lugar. O que vale é a grande experiência de vida, a superação dos limites e a aventura.
Completar uma prova de portes astronômicos ou uma simples corrida até a padaria traz um sentimento de orgulho capaz de levar a um outro desafio, que leva a outro e outro. E aí aparece a pergunta que nos trouxe a esta reportagem: onde vamos parar? Será que estamos perto do domínio completo do corpo? O que sabemos é que não basta ser forte.
Os desafios seduzem todos os dias milhares de esportistas a treinar com o objetivo de realizar um sonho. A diferença é que alguns levam esse desafio a um nível extremo. Caso do ultramaratonista Carlos Dias, 32 anos, que enfrentou os 200 quilômetros da brasileira Jungle Marathon, derretendo sob um sol de 40 ºC no clima úmido da fl oresta amazônica. "Era o quinto dia de prova e eu estava à beira de uma crise. Imaginei uma escada, subi até o último degrau e, por cima do muro, vislumbrei uma situação melhor. Me vi na linha de chegada e as pessoas me cumprimentando", lembra. "A cada linha de chegada que cruzo uma humildade ainda maior toma conta de mim", completa o ultra-atleta, que divide seu tempo de treinos com a gerência de uma loja de uma operadora de celulares e seu mestrado em recursos humanos.

domingo, 9 de agosto de 2009

O SOM DO DIABO !!!


O que é o "som do diabo"?


É o trítono, um som pra lá de dissonante obtido quando determinadas notas são tocadas simultaneamente. Esse intervalo musical pode ser obtido a partir de variadas combinações de notas, mas o resultado é sempre um som carregado de tensão. O apelido "som do diabo" nasceu ainda na Idade Média, quando ele foi proibido pela Igreja, que considerava maligna a sua sonoridade desarmônica. Compositores e músicos que insistissem em tocá-lo corriam até o risco de ir parar na fogueira! "Naquela época, a música tinha que ter um ideal de pureza. Como o trítono era muito dissonante, acabou sendo chamado de diabolus in musica, pois iria contra a lei de Deus, que é a lei da harmonia", explica o músico paulista David Diniz Loubeh. Passado o período das trevas medievais, o trítono foi "absolvido", podendo ser ouvido hoje em várias canções, como na abertura da música Purple Haze, do roqueiro Jimi Hendrix. Ou, claro, em qualquer encruzilhadazinha à meia-noite...Música do capetaAprenda como fazer o trítono, o "acorde do tinhoso", no violão

1. Com o indicador, pressione a corda seis, a mais grave, na primeira casa (nota Fá)

2. Com o dedo médio, aperte a corda cinco na segunda casa, bem próximo ao traste (nota Si)

3. Dedilhe seguida e simultaneamente as duas cordas e repare no sonzão dissonante que vai rolar